RETA FINAL
Optei novamente por esse subtítulo por dois motivos: Inicialmente por estar me sentindo, outra vez, como quem se encontra na reta final, próxima ao momento da chegada para a conclusão do curso, e em segundo para comprovar que independente de acreditarmos que estamos iniciando uma jornada, estamos dando continuidade em nossa viagem pela vida. Podemos pegar sentidos diferentes, dar algumas paradas para abastecer, mas, no entanto devemos seguir em frente.
Cada semestre foi uma parada para abastecer e nos preparar para seguir em frente.
O VII semestre me trouxe, não combustível de melhor qualidade, porém talvez um combustível que me deu um impulso maior para seguir em frente.
Todas as interdisciplinas, Linguagem, LIBRAS, EJA e Didática, não só me fizeram refletir sobre cada situação, mas também lançaram desafios a serem superados. Além da teoria, vieram subsídios legais, leis, sugestões que confirmam a necessidade de mudanças, na prática e na postura, e que as mesmas são possíveis.
A interdisciplina de Linguagem trouxe tantas informações, levantou questões significativas a serem consideradas durante o processo de construção dos alunos, e que muitas vezes não observei, ou avaliei erroneamente em seu comportamento. Entre estas questões destaquei uma em especial que se refere ao poder de imaginação da criança, da dificuldade da mesma desvincular a fantasia da realidade, durante uma das fases de seu desenvolvimento.
Tive a oportunidade de testar, observar alguns desses momento durante a realização das atividades e durante minha prática em sala de aula. Foram momentos importantíssimos para meu crescimento profissional, pois fui aos poucos buscando mudar minha prática e postura durante a realização das atividades. Descobri na linguagem oral e escrita valores antes desconsiderados, principalmente como estímulo da atividade mental.
Adotamos de forma permanente e semanal a Hora da Leitura. Os alunos adoram, realizamos a leitura dos mais variados textos, desde informativos, receitas, até bula de remédios. Lemos pelo prazer de ler, pelo prazer de narrar aos colegas as novas informações, ou por qualquer motivo. Criamos a Sacola da Leitura, que os alunos podem levar para casa e compartilhar também com a família algumas novas informações. Na sacola podem encontrar jornais, um semanário do município, a Zero Hora dominical, um livro de literatura infantil, um infanto-juvenil, uma revista Veja, uma revista Vida e saúde, e dois jogos. Acompanha um caderninho onde podem ser registrados alguns comentários ou sugestões. Inicialmente o caderno voltava sem registro algum, agora alguns comentários já estão sendo feitos, dando sinal que o trabalho está sendo positivo e rendendo frutos.
A interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos me proporcionou momentos maravilhosos. Resgatou lembranças do período em que trabalhei com a alfabetização de Adultos, oportunizou a realização do PA (Projeto Aprendizagem), possibilitou o conhecimento e análise da parte legal, que daria o suporte para que os objetivos da EJA fossem alcançados, se obedecidos e seguidos na prática, e também ofereceu momentos prazerosos durante a saída de campo.
Gostaria de poder voltar no tempo e ter nova oportunidade de trabalhar com a Educação de Jovens e Adultos. Infelizmente fui nomeada para trabalhar com a turma, e na época não tinha preparo algum para desempenhar minha função. Sei que não existe receita para trabalhar com adultos ou crianças, no entanto uma noção do processo de aprendizagem de cada um, um preparo acompanhado do conhecimento legal, enriqueceria a prática. Pude ter essa certeza durante a saída de campo, quando tive a oportunidade de olhar alguns cadernos e materiais utilizados pela professora. Tudo estava muito bom e de acordo com um trabalho a ser realizado com crianças e não com adultos. Isto explica o porquê do alto índice de evasão dos jovens e adultos dentro das escolas. É necessário capacitação para professores, seja qual for sua área de atuação.
Além do preparo e necessário amor, boa vontade, dedicação e planejamento, tema desenvolvido na Interdisciplina de Didática.
Desde o inicio de minha carreira no magistério me preocupei com o planejamento de minhas aulas, porém devo confessar que o objetivo principal era bem mais direcionado às atividades a serem realizadas do que a onde queria chegar naquela aula.
As leituras, as atividades realizadas me conduziram a reflexão sobre minhas aulas, mas também o meu objetivo como educadora. Como orientar nossos alunos a compreenderem o valor da justiça, da igualdade se lhes negamos a autonomia, o direito a curiosidade e o querer saber?
Como já citei anteriormente em vários momentos, mudanças não acontecem da noite para o dia, no entanto, o Planejamento, que para mim era um trabalho cansativo, hoje acontece naturalmente. Consigo conciliar os conteúdos a serem desenvolvidos com as curiosidades de meus alunos. O Projeto de Aprendizagem da interdisciplina da EJA, assim como os conhecimentos construídos no transcorrer do curso, também contribuiram para que isso acontecesse, pois facilita nossa organização diante dos temas que queremos desenvolver.
Fechando todos os semestres com chave de ouro, veio a Interdisciplina de Libras, que indiferente da situação que apresentou levantou a questão do respeito e valorização da pessoa como ser humano. Assim como Etnias, Educação de Pessoas com Necessidades Especiais, EJA, Psicologia entre outras levantou a questão da importância do respeito pelo ser humano dentro das escolas, a Inclusão, tema tão discutido, porém sem muitas atitudes para resolver, para aceitar que devemos aprender a conviver com as diferenças.
Em fim o sétimo semestre trouxe novamente para discussão a importância de nos preparar, de dar continuidade a nossas construções e aprendizagens em busca de conhecimentos que nos fortalecerão para atingir nossos objetivos como profissionais, orientar nossos alunos na construção de seus próprios conhecimentos de forma significativa para sua vida como cidadão, e junto com eles, alcançar mudanças na educação que inevitavelmente contribuirão na transformação de nossa sociedade.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
VI SEMESTRE
Já está ficando complicado realizar os registros relacionando as aprendizagens e construções de cada semestre. Como já devo ter mencionado em outro momento não tem como destacar cada interdisciplina, pois todas foram se complementando com o transcorrer do curso. Seria bem mais fácil resumir os conteúdos de cada texto, do que falar de uma forma tão ampla.
Foram muitas construções e aprendizagens na área informativa, conhecimentos, no entanto as maiores transformações aconteceram a nível de conceitos, postura e ideologias.
Lembrei de uma dinâmica realizada na aula de etnias, onde trabalhamos com o poder do espelho. A atividade foi desenvolvida em dois momentos. Inicialmente falamos de uma colega e depois de nós mesmas. Foi muito difícil. Conclui que é muito mais fácil observar e falar das qualidades e defeitos dos outros do que sobre as nossas. Relato este fato, pois novamente me encontro na mesma situação. É chegada a hora novamente de analisar meu crescimento, minhas transformações. Transformações que vem a confirmar que minha aprendizagem foi significativa. Como houve transformação, mudança de postura, houve também mudanças dentro de minha prática como educadora. Mas o mais interessante em tudo isso, é ter a oportunidade de parar e olhar para trás, comparar o passado e o presente.
Quando trabalhamos com os textos de Fernando Becker e da professora Tânia Marques sobre Construtivismo e Epistemologia, compreendi fatores e características importantíssimas para a aprendizagem. Entre estes a importância da interação. Logo essa idéia de confirmou na realização da dinâmica citada anteriormente e nas demais atividades realizadas na interdisciplina de etnias e Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, já que ambas foram realizadas envolvendo minha vida pessoal e cotidiano em sala de aula.Fui totalmente envolvida no processo.
O fato de resgatar minha história, em etnias, me levou a compreender a importância do resgate da história de meus alunos, minha comunidade. Conhecer melhor a realidade que estou inserida.
Como moro em uma localidade onde as diferenças étnicas são bem fortes, se divide entre alemães e afrodescendetes, e minha escola também está inserida neste contexto, pois fazemos parte do Quilombolas, todos os temas desenvolvidos contribuíram para minha evolução como pessoa e profissional.
Descobri formas de direcionar meus trabalhos de forma que todos compreendam a importância de nossa cultura, do respeito e valorização de cada um dentro do grupo, da sociedade. Nossos trabalhos hoje se desenvolvem com mais harmonia, meus alunos assim como eu se sentem mais valorizados e orgulhosos de si mesmo e de suas famílias.
Anualmente realizamos a semana da Consciência Negra na escola, assunto que era trabalhado somente no mês de Novembro. Hoje o tema é desenvolvido o ano todo. Conseguimos uma união entre toda a comunidade escolar, as famílias estão mais participativas do que nos anos anteriores.
Dentro da mesma questão de valorizar e respeitar as diferenças entrou a interdisciplina de Educação de Pessoas com necessidades Educacionais Especiais. Nossos conhecimentos quanto a Inclusão são muito poucos, apesar do tema ser muito debatido. Em minha ignorância considerava aluno com necessidades educacionais especiais somente alunos com alguma deficiência visível, física. E posso afirmar não sou nem era a única a ter esse conceito. Assim sendo, como não tinha nenhum aluno nessas condições o problema deixa de ser meu. Novos conceitos foram então construídos, apesar da interdisciplina ter se direcionado um pouco mais na área das dificuldades físicas, fui além disso. Buscando entender as dificuldades de meus alunos busquei maiores informações, livros sobre o tema. Apoio legal para quando necessário. Durante minhas leituras, fui adquirindo o hábito de observar meus alunos não só na aprendizagem de conteúdos, mas em suas atitudes, comportamento e fiquei muito surpresa com o que fui descobrindo. Consegui encaminhamentos, me aproximei das famílias e de alguns especialistas que tem contribuído muito para o desenvolvimento de meus trabalhos, já que tenho cinco alunos que hoje recebem acompanhamento dos mesmos.
Tenho duas mães que hoje são minhas parceiras dentro e fora da escola, pois juntas conseguimos detectar algumas dificuldades que seus filhos vinham enfrentando na aprendizagem devido a problemas neurológicos e que de acordo com os médicos se agravariam para dificuldades motoras. Não espero nenhum prêmio por isso, mas consegui dentro de minha escola um espaço especial, espaço este que me deixa a vontade para questionar algumas situações, fazer algumas exigências quando necessário. Tudo em prol de um espaço melhor para nossos alunos, pela sua aprendizagem.
Para finalizar não poderia deixar de falar dos Projetos de Aprendizagem. Foram momentos de muita angustia, medo, insatisfação e dúvidas, no entanto hoje observo seu valor e contribuição.Ainda não descobri se os desenvolvo da forma correta, se é que existe alguma, mas tem sido os projetos de Aprendizagem que tem tornado minhas aulas mais prazerosas para os alunos, facilitado meus planejamentos, pois são as curiosidades dos alunos que direcionam as aulas, e a cada dia que passa me surpreendo como cada questão levantada vai se adequando aos conteúdos desenvolvidos e tenho como provar isso, já que estamos em Novembro e já consegui desenvolver todos os conteúdos mínimos exigidos pelo currículo e de forma significativa para os alunos. Os Pareceres finais confirmam isso.
Em fim antes me considerava simplesmente uma professora polêmica, hoje continuo sendo polêmica, no entanto corajosa e segura. Que luta pelo que acredita, mesmo que nem sempre ganhe, mas sei que a vida é feita de batalhas, pode se perder uma, isso não quer dizer que vamos perder a guerra.
Foram muitas construções e aprendizagens na área informativa, conhecimentos, no entanto as maiores transformações aconteceram a nível de conceitos, postura e ideologias.
Lembrei de uma dinâmica realizada na aula de etnias, onde trabalhamos com o poder do espelho. A atividade foi desenvolvida em dois momentos. Inicialmente falamos de uma colega e depois de nós mesmas. Foi muito difícil. Conclui que é muito mais fácil observar e falar das qualidades e defeitos dos outros do que sobre as nossas. Relato este fato, pois novamente me encontro na mesma situação. É chegada a hora novamente de analisar meu crescimento, minhas transformações. Transformações que vem a confirmar que minha aprendizagem foi significativa. Como houve transformação, mudança de postura, houve também mudanças dentro de minha prática como educadora. Mas o mais interessante em tudo isso, é ter a oportunidade de parar e olhar para trás, comparar o passado e o presente.
Quando trabalhamos com os textos de Fernando Becker e da professora Tânia Marques sobre Construtivismo e Epistemologia, compreendi fatores e características importantíssimas para a aprendizagem. Entre estes a importância da interação. Logo essa idéia de confirmou na realização da dinâmica citada anteriormente e nas demais atividades realizadas na interdisciplina de etnias e Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, já que ambas foram realizadas envolvendo minha vida pessoal e cotidiano em sala de aula.Fui totalmente envolvida no processo.
O fato de resgatar minha história, em etnias, me levou a compreender a importância do resgate da história de meus alunos, minha comunidade. Conhecer melhor a realidade que estou inserida.
Como moro em uma localidade onde as diferenças étnicas são bem fortes, se divide entre alemães e afrodescendetes, e minha escola também está inserida neste contexto, pois fazemos parte do Quilombolas, todos os temas desenvolvidos contribuíram para minha evolução como pessoa e profissional.
Descobri formas de direcionar meus trabalhos de forma que todos compreendam a importância de nossa cultura, do respeito e valorização de cada um dentro do grupo, da sociedade. Nossos trabalhos hoje se desenvolvem com mais harmonia, meus alunos assim como eu se sentem mais valorizados e orgulhosos de si mesmo e de suas famílias.
Anualmente realizamos a semana da Consciência Negra na escola, assunto que era trabalhado somente no mês de Novembro. Hoje o tema é desenvolvido o ano todo. Conseguimos uma união entre toda a comunidade escolar, as famílias estão mais participativas do que nos anos anteriores.
Dentro da mesma questão de valorizar e respeitar as diferenças entrou a interdisciplina de Educação de Pessoas com necessidades Educacionais Especiais. Nossos conhecimentos quanto a Inclusão são muito poucos, apesar do tema ser muito debatido. Em minha ignorância considerava aluno com necessidades educacionais especiais somente alunos com alguma deficiência visível, física. E posso afirmar não sou nem era a única a ter esse conceito. Assim sendo, como não tinha nenhum aluno nessas condições o problema deixa de ser meu. Novos conceitos foram então construídos, apesar da interdisciplina ter se direcionado um pouco mais na área das dificuldades físicas, fui além disso. Buscando entender as dificuldades de meus alunos busquei maiores informações, livros sobre o tema. Apoio legal para quando necessário. Durante minhas leituras, fui adquirindo o hábito de observar meus alunos não só na aprendizagem de conteúdos, mas em suas atitudes, comportamento e fiquei muito surpresa com o que fui descobrindo. Consegui encaminhamentos, me aproximei das famílias e de alguns especialistas que tem contribuído muito para o desenvolvimento de meus trabalhos, já que tenho cinco alunos que hoje recebem acompanhamento dos mesmos.
Tenho duas mães que hoje são minhas parceiras dentro e fora da escola, pois juntas conseguimos detectar algumas dificuldades que seus filhos vinham enfrentando na aprendizagem devido a problemas neurológicos e que de acordo com os médicos se agravariam para dificuldades motoras. Não espero nenhum prêmio por isso, mas consegui dentro de minha escola um espaço especial, espaço este que me deixa a vontade para questionar algumas situações, fazer algumas exigências quando necessário. Tudo em prol de um espaço melhor para nossos alunos, pela sua aprendizagem.
Para finalizar não poderia deixar de falar dos Projetos de Aprendizagem. Foram momentos de muita angustia, medo, insatisfação e dúvidas, no entanto hoje observo seu valor e contribuição.Ainda não descobri se os desenvolvo da forma correta, se é que existe alguma, mas tem sido os projetos de Aprendizagem que tem tornado minhas aulas mais prazerosas para os alunos, facilitado meus planejamentos, pois são as curiosidades dos alunos que direcionam as aulas, e a cada dia que passa me surpreendo como cada questão levantada vai se adequando aos conteúdos desenvolvidos e tenho como provar isso, já que estamos em Novembro e já consegui desenvolver todos os conteúdos mínimos exigidos pelo currículo e de forma significativa para os alunos. Os Pareceres finais confirmam isso.
Em fim antes me considerava simplesmente uma professora polêmica, hoje continuo sendo polêmica, no entanto corajosa e segura. Que luta pelo que acredita, mesmo que nem sempre ganhe, mas sei que a vida é feita de batalhas, pode se perder uma, isso não quer dizer que vamos perder a guerra.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Semestre V
Como já era de se esperar o quinto semestre veio com interdisciplinas importantes para nosso crescimento pessoal e profissional, pois além de nos direcionar a reflexão, nos trouxe informações significativas na área burocrática, como Gestão e Currículo.
Dentro da Psicologia na vida adulta, durante as leituras e observações pude descobrir a importância de se conhecer como pessoa humana. Não se pode julgar o ser humano por suas atitudes, mas tentar descobrir as causas de cada reação, de cada atitude.
Muitas vezes julgamos comportamentos das pessoas que convivem conosco, de nossos alunos sem tentar entender a fase de desenvolvimento que este se encontra, ou considerar que o ser humano é muito mais que físico, existe uma história de vida por trás de cada um, existe o lado emocional, intelectual que sofre influencias do meio e que a cada instante vai se modificando.
A maior construção dentro da interdiscplina, foi a paciência e a compreensão. Aprendi a controlar meus impulsos, ouvir mais, observar melhor para enxergar o que antecede a cada comportamento dos que comigo convivem, e principalmente de meus alunos. Entendi a importância de minha participação na vida de cada um, o quanto posso deixar marcas positivas e ou negativas na história de vida de cada um.
Continuando no caminho da reflexão entramos na área do PPP ( Projeto Político Pedagógico), Gestão na educação e Organização do Ensino Fundamental. É importante salientar que houve momentos de leitura, conhecimento burocrático, no entanto, vou me deter na mudança de postura, nas reflexões feitas diante de cada informação e cada trabalho realizado.
Resumindo, o currículo é considerado o “ coração da escola” . Requer organização de tempos e espaços para desenvolver diferentes conhecimentos e valores, considerados necessários para o desenvolvimento do aluno. Devo confessar que sempre entendi que o currículo, por ser elaborado por pessoas que nem sempre tinham vinculo direto com as escolas era um dos fatores que contribuíam para a lentidão das tão esperadas mudanças na educação. Então conquistamos a LDB ( Lei nº 9394/96), que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação. Adquirimos o direito de participar da elaboração do PPP, entramos em um período de Gestão Democrática dentro das escolas.
O Projeto Político Pedagógico é hoje o maior instrumento, o principal recurso disponível para a comunidade escolar, nós professores, conquistar as tão sonhadas mudanças na educação. Nos dá a oportunidade e a liberdade de colocarmos em prática nossas propostas e projetos para o desenvolvimento de nossa prática e conquista dos objetivos. Assim como dentro de uma Gestão Democrática, onde pela primeira vez nós professores temos a oportunidade de participar ativamente do processo de aprendizagem, temos a oportunidade de fazer escolhas, opinar em favor de nossos objetivos, expor nossas idéias e desejos.
Volto agora á reflexão. Será que estamos usufruindo desses direitos? Sinto dizer que, sem generalizar, nas escolas que trabalho e em algumas que tenho mantido contato com alguns profissionais, este direito está sendo visto mais como um dever, uma obrigação do que como uma conquista. Em algumas o PPP veio pronto, modelo padrão, assim como existe uma enorme dificuldade para reunir os professore e comunidade no geral para a construção, avaliação ou reestruturação do mesmo. É extremamente difícil convencer um professor a participar de algum conselho ou grupo de trabalho dentro das escolas.
Hoje lendo minhas reflexões postadas durante o semestre, observei o quanto estes fatos me deixaram revoltadas na época, o entanto também pude comparar esta indignação com meus sentimentos e atitudes nos dias de hoje.
Não vou dizer que participo de tudo, estou sempre pronta, mas de quase tudo. Estou fazendo uso de toda paciência e sentido de compreensão construído na interdisciplina de Psicologia na vida adulta, também com meus colegas. Compreendi que não é fácil se adaptar as mudanças e que alguns precisam de mais tempo que outros, mas que com um trabalho lento de conscientização tem como mudar essa situação. Conscientização é um trabalho formiguinha, devagar, porém com poder de conquistar resultados mais sólidos e significativos.
A teoria por si só, não tem poder de transformação, porém em sintonia com a prática, com a ação reflexiva pode nos levar longe.
Dentro da Psicologia na vida adulta, durante as leituras e observações pude descobrir a importância de se conhecer como pessoa humana. Não se pode julgar o ser humano por suas atitudes, mas tentar descobrir as causas de cada reação, de cada atitude.
Muitas vezes julgamos comportamentos das pessoas que convivem conosco, de nossos alunos sem tentar entender a fase de desenvolvimento que este se encontra, ou considerar que o ser humano é muito mais que físico, existe uma história de vida por trás de cada um, existe o lado emocional, intelectual que sofre influencias do meio e que a cada instante vai se modificando.
A maior construção dentro da interdiscplina, foi a paciência e a compreensão. Aprendi a controlar meus impulsos, ouvir mais, observar melhor para enxergar o que antecede a cada comportamento dos que comigo convivem, e principalmente de meus alunos. Entendi a importância de minha participação na vida de cada um, o quanto posso deixar marcas positivas e ou negativas na história de vida de cada um.
Continuando no caminho da reflexão entramos na área do PPP ( Projeto Político Pedagógico), Gestão na educação e Organização do Ensino Fundamental. É importante salientar que houve momentos de leitura, conhecimento burocrático, no entanto, vou me deter na mudança de postura, nas reflexões feitas diante de cada informação e cada trabalho realizado.
Resumindo, o currículo é considerado o “ coração da escola” . Requer organização de tempos e espaços para desenvolver diferentes conhecimentos e valores, considerados necessários para o desenvolvimento do aluno. Devo confessar que sempre entendi que o currículo, por ser elaborado por pessoas que nem sempre tinham vinculo direto com as escolas era um dos fatores que contribuíam para a lentidão das tão esperadas mudanças na educação. Então conquistamos a LDB ( Lei nº 9394/96), que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação. Adquirimos o direito de participar da elaboração do PPP, entramos em um período de Gestão Democrática dentro das escolas.
O Projeto Político Pedagógico é hoje o maior instrumento, o principal recurso disponível para a comunidade escolar, nós professores, conquistar as tão sonhadas mudanças na educação. Nos dá a oportunidade e a liberdade de colocarmos em prática nossas propostas e projetos para o desenvolvimento de nossa prática e conquista dos objetivos. Assim como dentro de uma Gestão Democrática, onde pela primeira vez nós professores temos a oportunidade de participar ativamente do processo de aprendizagem, temos a oportunidade de fazer escolhas, opinar em favor de nossos objetivos, expor nossas idéias e desejos.
Volto agora á reflexão. Será que estamos usufruindo desses direitos? Sinto dizer que, sem generalizar, nas escolas que trabalho e em algumas que tenho mantido contato com alguns profissionais, este direito está sendo visto mais como um dever, uma obrigação do que como uma conquista. Em algumas o PPP veio pronto, modelo padrão, assim como existe uma enorme dificuldade para reunir os professore e comunidade no geral para a construção, avaliação ou reestruturação do mesmo. É extremamente difícil convencer um professor a participar de algum conselho ou grupo de trabalho dentro das escolas.
Hoje lendo minhas reflexões postadas durante o semestre, observei o quanto estes fatos me deixaram revoltadas na época, o entanto também pude comparar esta indignação com meus sentimentos e atitudes nos dias de hoje.
Não vou dizer que participo de tudo, estou sempre pronta, mas de quase tudo. Estou fazendo uso de toda paciência e sentido de compreensão construído na interdisciplina de Psicologia na vida adulta, também com meus colegas. Compreendi que não é fácil se adaptar as mudanças e que alguns precisam de mais tempo que outros, mas que com um trabalho lento de conscientização tem como mudar essa situação. Conscientização é um trabalho formiguinha, devagar, porém com poder de conquistar resultados mais sólidos e significativos.
A teoria por si só, não tem poder de transformação, porém em sintonia com a prática, com a ação reflexiva pode nos levar longe.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Quarto semestre
Mudando de ideia
Não vou ser repetitiva afirmando o quanto cada interdisciplina contribuiu em meu crescimento profissional e pessoal no transcorrer do semestre, no entanto tentarei resumir algumas idéias, pensamentos que contribuíram para esse crescimento e consequentemente mudanças em minha prática.
Após longo período de trabalho efetivo em sala de aula, vamos como já citei anteriormente em outras postagens, nos acomodando, nos acostumando a receber tudo pronto. No inicio do ano letivo recebemos a lista de conteúdos mínimos que deverão ser trabalhados, o período da avaliação, da entrega das mesmas, os livros com os conceitos prontos, os exercícios e assim por diante.
Levamos um grande susto com a “quantidade” de temas que deverão ser desenvolvidos, e automaticamente priorizamos alguns conteúdos que em nossa curta visão de mundo serão mais importantes, tais como: leitura, escrita, cálculos envolvendo as quatro operações e pronto. Deixamos a qualidade um pouco de lado, e para nossa tranqüilidade quando chega lá no inicio do terceiro trimestre já dominamos todos os temas propostos e relaxamos acreditando que deu tudo certo.
Considero este relato importante, por ter sido a mudança mais significativa que ocorreu em minha forma de pensar, postura e prática. Todas as interdisciplinas contribuíram para isso, pois me conduziram a refletir especificamente nesta área, o desenvolvimento dos conteúdos dentro de uma visão transformadora e não simplesmente de aquisição de informações.
Não podemos mais nos preocupar em usar os conteúdos de ciências somente para levar os alunos a conhecer as partes das plantas, dos animais, os sentidos, entre outros, mas orientá-los a observar, compreender, conscientizar-se da importância do meio ambiente para sua sobrevivência. O trabalho em sala de aula, os livros são importantes, porém o mais significativo é explorar seu próprio espaço de vivencias, sua realidade, identificar os problemas existentes e buscar soluções. O mais irá sendo acrescentado automaticamente e de maneira mais prática e de fácil compreensão. Será bem mais fácil reconhecer as partes da arvore de sua casa, do que as do livro ou da revista.
Estudos Sociais foi uma área que também sempre que causou certo incomodo para trabalhar.Além de achar os conteúdos de difícil acesso e compreensão por parte dos alunos, nem sempre estão de acordo com minhas convicções, causando certo medo de falar, de expor minhas idéias e ser acusada de influenciar nas construções dos alunos, seus pensamentos, em vez de levá-los a elaborar suas próprias idéias.
A interdisciplina me trouxe um sentimento de segurança e tranqüilidade, pois me fez compreender a importância de trabalhar com a realidade dos alunos, suas vivencias. Orientá-los de forma a que busquem por si mesmo conhecer sua própria história e a do mundo que os rodeia, preparando-se para interagir em seu meio social, não aceitando idéias prontas, mas analisando cada situação por si mesmo, tirando suas próprias conclusões, tornando-se um ser pensante e reflexivo.
Associar matemática somente a cálculos e números são idéias distorcidas quando se fala em aprendizagem. As mudanças sociais e o aprimoramento das tecnologias impedem que se faça uma previsão exata de quais habilidades, conceitos e algoritmos matemáticos seriam úteis para preparar um aluno para o futuro. A matemática nos da a oportunidade de sim preparar esse aluno para lidar com essas novas situações, quais quer que sejam elas. É fundamental desenvolver nos alunos a iniciativa, o espírito explorador, a criatividade e independência na resolução de problemas relacionados a sua realidade, situações do cotidiano.
O jogo, brincadeiras, atividades concretas são muito mais eficazes no desenvolvimento de habilidades do que o simples calculo no papel, onde muitas vezes o aluno não vê significado e importância.
Poderia relacionar aqui uma variedade de atividades realizadas que comprovem minhas mudanças na prática e pensamento, no entanto estaria novamente me preocupando com a quantidade e não com a qualidade de meus trabalhos. Não acredito na possibilidade de falar de uma forma e agir de outra.
Não vou ser repetitiva afirmando o quanto cada interdisciplina contribuiu em meu crescimento profissional e pessoal no transcorrer do semestre, no entanto tentarei resumir algumas idéias, pensamentos que contribuíram para esse crescimento e consequentemente mudanças em minha prática.
Após longo período de trabalho efetivo em sala de aula, vamos como já citei anteriormente em outras postagens, nos acomodando, nos acostumando a receber tudo pronto. No inicio do ano letivo recebemos a lista de conteúdos mínimos que deverão ser trabalhados, o período da avaliação, da entrega das mesmas, os livros com os conceitos prontos, os exercícios e assim por diante.
Levamos um grande susto com a “quantidade” de temas que deverão ser desenvolvidos, e automaticamente priorizamos alguns conteúdos que em nossa curta visão de mundo serão mais importantes, tais como: leitura, escrita, cálculos envolvendo as quatro operações e pronto. Deixamos a qualidade um pouco de lado, e para nossa tranqüilidade quando chega lá no inicio do terceiro trimestre já dominamos todos os temas propostos e relaxamos acreditando que deu tudo certo.
Considero este relato importante, por ter sido a mudança mais significativa que ocorreu em minha forma de pensar, postura e prática. Todas as interdisciplinas contribuíram para isso, pois me conduziram a refletir especificamente nesta área, o desenvolvimento dos conteúdos dentro de uma visão transformadora e não simplesmente de aquisição de informações.
Não podemos mais nos preocupar em usar os conteúdos de ciências somente para levar os alunos a conhecer as partes das plantas, dos animais, os sentidos, entre outros, mas orientá-los a observar, compreender, conscientizar-se da importância do meio ambiente para sua sobrevivência. O trabalho em sala de aula, os livros são importantes, porém o mais significativo é explorar seu próprio espaço de vivencias, sua realidade, identificar os problemas existentes e buscar soluções. O mais irá sendo acrescentado automaticamente e de maneira mais prática e de fácil compreensão. Será bem mais fácil reconhecer as partes da arvore de sua casa, do que as do livro ou da revista.
Estudos Sociais foi uma área que também sempre que causou certo incomodo para trabalhar.Além de achar os conteúdos de difícil acesso e compreensão por parte dos alunos, nem sempre estão de acordo com minhas convicções, causando certo medo de falar, de expor minhas idéias e ser acusada de influenciar nas construções dos alunos, seus pensamentos, em vez de levá-los a elaborar suas próprias idéias.
A interdisciplina me trouxe um sentimento de segurança e tranqüilidade, pois me fez compreender a importância de trabalhar com a realidade dos alunos, suas vivencias. Orientá-los de forma a que busquem por si mesmo conhecer sua própria história e a do mundo que os rodeia, preparando-se para interagir em seu meio social, não aceitando idéias prontas, mas analisando cada situação por si mesmo, tirando suas próprias conclusões, tornando-se um ser pensante e reflexivo.
Associar matemática somente a cálculos e números são idéias distorcidas quando se fala em aprendizagem. As mudanças sociais e o aprimoramento das tecnologias impedem que se faça uma previsão exata de quais habilidades, conceitos e algoritmos matemáticos seriam úteis para preparar um aluno para o futuro. A matemática nos da a oportunidade de sim preparar esse aluno para lidar com essas novas situações, quais quer que sejam elas. É fundamental desenvolver nos alunos a iniciativa, o espírito explorador, a criatividade e independência na resolução de problemas relacionados a sua realidade, situações do cotidiano.
O jogo, brincadeiras, atividades concretas são muito mais eficazes no desenvolvimento de habilidades do que o simples calculo no papel, onde muitas vezes o aluno não vê significado e importância.
Poderia relacionar aqui uma variedade de atividades realizadas que comprovem minhas mudanças na prática e pensamento, no entanto estaria novamente me preocupando com a quantidade e não com a qualidade de meus trabalhos. Não acredito na possibilidade de falar de uma forma e agir de outra.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Treceiro Semestre
O Poder de novos desafios
Quando iniciamos o terceiro semestre, entrei em pânico. Já na primeira aula presencial ficamos sabendo quais interdisciplinas seriam trabalhadas. Música, Literatura, Ludicidade, Artes Visuais, Teatro, todas as atividades que sempre fiz o possível para não participar. Pertenço a uma geração onde as atividades artísticas, dramáticas deveriam ser deixadas para que tivesse o dom de exercê-las. Criei no transcorrer de minha vida conceitos que no transcorrer do semestre fui descobrindo vinham influenciando minha prática, pois estava negando aos meus alunos, momentos de alegria e prazer, assim como abrindo mão de recursos que favorecem a uma aprendizagem mais significativa e real para suas vidas.
A interdisciplina de Musica, marcou pelo resgate da música dentro de minha história, da infância até os dias de hoje, que foi de suma importância para que entendesse o quanto a música é importante e contribui para nosso desenvolvimento, pois envolve o sentimento, a emoção, mas também o corpo, o espaço. Estas descobertas foram fatores que me levaram a entender a importância do trabalho com a música em sala de aula, assim como usar a mesma não só como instrumento de auxilio para desenvolver os conteúdos, mas também por prazer de cantar, escutar, lembrar momentos de nossas vidas. Descobri que a música faz parte de toda e qualquer infância, do pobre do rico, independente de classe ou etnia.
A partir do terceiro semestre passei a usar a música em vários momentos de meus planejamentos, seja para o resgate de nossas historias de vida, das famílias, de nossa cultura, sempre há uma música, uma cantiga presente. Os alunos adoram cada momento, mas o principal é que sinto que a música nos aproxima, facilita nosso entendimento, possibilita que nos conheçamos melhor, seja dentro de nossas limitações ou no que podemos fazer de melhor,
Literatura devo confessar que foi a única interdisciplina que me deixou muito empolgada, pois sempre tive muita vontade de trabalhar com histórias em sala de aula. Acredito que as mesmas instigam, motivam a leitura. No entanto nunca me considerei apta a contar uma história para meus alunos. Até fiz algumas tentativas, porém frustrantes, pois me apegava a regras de conduta para mim e para os alunos, as quais prejudicavam qualquer tentativa de narração.
Descobri que para contar uma história basta conhecê-la, assim como o que nossos alunos querem ouvir, e ter prazer em fazê-lo. Hoje nossa turma tem a hora da leitura uma vez por semana. Conforme combinado semanalmente, um aluno, um grupo, ou eu temos além da hora da leitura, momento que não abrem mão, a hora do conto, onde alguém é responsável por contar uma história, usando o recurso que achar mais apropriado, teatro, música, como achar melhor.
Assim como a música são momentos de aproximação, socialização, quebra de barreiras. Um caso entre outros, que acho importante citar, é de um aluno que tem problemas emocionais, É muito tímido, gago e tem alguns problemas motores, causados pela timidez e insegurança. Quando iniciou o ano letivo não conseguia ler e não se aproximava dos colegas. Por muito tempo ficava lá no seu cantinho e nunca o obriguei a participar de nada. A uns dois meses atrás o convidei a contar uma de suas história lidas e para minha surpresa aceitou. Foi emocionante para toda a turma. Ele começou timidamente e aos poucos foi se soltando. Hoje faz parte do rodízio de voluntários, inclusive para a oração realizada pela turma uma vez por semana com todos os alunos da escola no inicio das aulas. A mãe veio até a escola para falar sobre seus progressos, inclusive em casa. Fiquei muito feliz e acredito estar observando os resultados de uma aprendizagem significativa. Uma aprendizagem que está fazendo a diferença. Mudanças estão acontecendo.
Esta não é uma situação isolada relacionada somente as construções na Interdisciplina de Música ou Literatura, é o resultado de uma caminhada que foi sofrendo influencias da Ludicidade, onde aprendemos a usar o prazer e alegria do jogo, da brincadeira em prol da aprendizagem. No teatro, nas Artes visuais descobri o prazer em observar, em criar, em participar do mundo artístico e levar isto para dentro da sala de aula.
Poderia seguir relatando cada aprendizagem construída dentro de cada interdiscplina separadamente por mera formalidade, e mesmo assim me tornaria repetitiva, já que foram se complementando no transcorrer do trimestre como uma corrente que vai se fortalecendo a cada elo que se junta a mesma.
Hoje relendo cada postagem tenho a oportunidade de relembrar cada momento, antes e depois, e constatar o quanto cresci, o quanto fui construindo a cada semestre.
Quando iniciamos o terceiro semestre, entrei em pânico. Já na primeira aula presencial ficamos sabendo quais interdisciplinas seriam trabalhadas. Música, Literatura, Ludicidade, Artes Visuais, Teatro, todas as atividades que sempre fiz o possível para não participar. Pertenço a uma geração onde as atividades artísticas, dramáticas deveriam ser deixadas para que tivesse o dom de exercê-las. Criei no transcorrer de minha vida conceitos que no transcorrer do semestre fui descobrindo vinham influenciando minha prática, pois estava negando aos meus alunos, momentos de alegria e prazer, assim como abrindo mão de recursos que favorecem a uma aprendizagem mais significativa e real para suas vidas.
A interdisciplina de Musica, marcou pelo resgate da música dentro de minha história, da infância até os dias de hoje, que foi de suma importância para que entendesse o quanto a música é importante e contribui para nosso desenvolvimento, pois envolve o sentimento, a emoção, mas também o corpo, o espaço. Estas descobertas foram fatores que me levaram a entender a importância do trabalho com a música em sala de aula, assim como usar a mesma não só como instrumento de auxilio para desenvolver os conteúdos, mas também por prazer de cantar, escutar, lembrar momentos de nossas vidas. Descobri que a música faz parte de toda e qualquer infância, do pobre do rico, independente de classe ou etnia.
A partir do terceiro semestre passei a usar a música em vários momentos de meus planejamentos, seja para o resgate de nossas historias de vida, das famílias, de nossa cultura, sempre há uma música, uma cantiga presente. Os alunos adoram cada momento, mas o principal é que sinto que a música nos aproxima, facilita nosso entendimento, possibilita que nos conheçamos melhor, seja dentro de nossas limitações ou no que podemos fazer de melhor,
Literatura devo confessar que foi a única interdisciplina que me deixou muito empolgada, pois sempre tive muita vontade de trabalhar com histórias em sala de aula. Acredito que as mesmas instigam, motivam a leitura. No entanto nunca me considerei apta a contar uma história para meus alunos. Até fiz algumas tentativas, porém frustrantes, pois me apegava a regras de conduta para mim e para os alunos, as quais prejudicavam qualquer tentativa de narração.
Descobri que para contar uma história basta conhecê-la, assim como o que nossos alunos querem ouvir, e ter prazer em fazê-lo. Hoje nossa turma tem a hora da leitura uma vez por semana. Conforme combinado semanalmente, um aluno, um grupo, ou eu temos além da hora da leitura, momento que não abrem mão, a hora do conto, onde alguém é responsável por contar uma história, usando o recurso que achar mais apropriado, teatro, música, como achar melhor.
Assim como a música são momentos de aproximação, socialização, quebra de barreiras. Um caso entre outros, que acho importante citar, é de um aluno que tem problemas emocionais, É muito tímido, gago e tem alguns problemas motores, causados pela timidez e insegurança. Quando iniciou o ano letivo não conseguia ler e não se aproximava dos colegas. Por muito tempo ficava lá no seu cantinho e nunca o obriguei a participar de nada. A uns dois meses atrás o convidei a contar uma de suas história lidas e para minha surpresa aceitou. Foi emocionante para toda a turma. Ele começou timidamente e aos poucos foi se soltando. Hoje faz parte do rodízio de voluntários, inclusive para a oração realizada pela turma uma vez por semana com todos os alunos da escola no inicio das aulas. A mãe veio até a escola para falar sobre seus progressos, inclusive em casa. Fiquei muito feliz e acredito estar observando os resultados de uma aprendizagem significativa. Uma aprendizagem que está fazendo a diferença. Mudanças estão acontecendo.
Esta não é uma situação isolada relacionada somente as construções na Interdisciplina de Música ou Literatura, é o resultado de uma caminhada que foi sofrendo influencias da Ludicidade, onde aprendemos a usar o prazer e alegria do jogo, da brincadeira em prol da aprendizagem. No teatro, nas Artes visuais descobri o prazer em observar, em criar, em participar do mundo artístico e levar isto para dentro da sala de aula.
Poderia seguir relatando cada aprendizagem construída dentro de cada interdiscplina separadamente por mera formalidade, e mesmo assim me tornaria repetitiva, já que foram se complementando no transcorrer do trimestre como uma corrente que vai se fortalecendo a cada elo que se junta a mesma.
Hoje relendo cada postagem tenho a oportunidade de relembrar cada momento, antes e depois, e constatar o quanto cresci, o quanto fui construindo a cada semestre.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
RECONHECENDO MEUS ESPAÇOS
O primeiro semestre do curso foi muito importante para minha organização pessoal. No segundo semestre não foi diferente, no entanto as construções se voltaram de forma mais significativa para o conhecimento dos alunos, nossa clientela, prática e espaço de trabalho.
No Seminário Integrador tive a oportunidade de refletir e analisar meu ambiente de trabalho. Observar os espaços, recursos, interar-me do sistema de trabalho, pensar em possibilidades de mudanças, sobre minha participação nas mesmas e no que poderia favorecer minha prática.
Fundamentos da Alfabetização marcou pela oportunidade de aprofundar o conhecimento do processo de aprendizagem do aluno. Destacando em especial os Métodos de alfabetização e Hipóteses da escrita, que contribuíram para meu crescimento profissional e pessoal. Quando se tem anos de prática entramos erroneamente, em uma rotina e esquecemos de observar e respeitar momentos muito importante para o crescimento de nossos alunos, tais como suas fases de desenvolvimento. Acabamos atropelando estágios que merecem maior tempo e dedicação, em prol de uma aprendizagem mais sólida e significativa.
Escolarização, espaço e Tempo na Perspectiva Histórica juntamente com Psicologia I, complementaram os estudos. Conhecer a história da infância, da educação, ter um tempo para refletir sobre minha infância me levou a analisar e refletir ainda mais sobre minha postura, minha paciência e respeito por meus alunos, assim como encontrar motivação para dar sequencia a este trabalho por mudanças.
A Escola da Ponte mostrou que é possível fazer diferente, basta haver interesse e dedicação.
A leitura do livro “ Freud e a Educação – O mestre do Impossível” foi uma surpresa e algo de novo em minha vida, pois jamais escolheria este livro para ler, não fazia parte de meu estilo de leituras.No entanto quanta coisa descobri ali.Mas principalmente que devemos ter mais coragem de explorar, buscar o novo, sair da rotina, mudar de hábitos.
Acredito ter sido este o maior aprendizado do semestre, a mudança de hábitos, a importância de parar e refletir sobre o que estamos fazendo. Olhar para trás, comparar com o presente e buscar mudanças pensando no futuro.
Ao responder as questões do Inventário, finalizando o semestre, pode ter esta certeza. Avaliei e refleti sobre meu passado e presente, prevendo meu futuro.Me vi como estudante, colega, profissional e pessoa humana.Observei meu crescimento e o que ainda podia melhorar, não para agradar aos outros, mas para mim como ser humano.Isto trouxe resultados maravilhosos.Mudar não é fácil, mas é possível e necessário muitas vezes.
Um exemplo disso foi aprender a dividir, confiar nas pessoas que nos rodeiam. Sempre tive muita dificuldade em dividir minhas tarefas. Ninguém sabia fazer melhor que eu. Pensamento que me trouxe muitas dificuldades e trabalho.Isto na verdade não é qualidade ou responsabilidade é falta de confiança e respeito pelo outro.Se não tivesse mudado esta postura, com certeza não estaria aqui em fase de conclusão do curso. Minhas colegas, professores e família foram muito importantes não só na pratica, realização de atividades, trocas e tarefas, mas nos momentos de conforto e carinho.
O primeiro semestre do curso foi muito importante para minha organização pessoal. No segundo semestre não foi diferente, no entanto as construções se voltaram de forma mais significativa para o conhecimento dos alunos, nossa clientela, prática e espaço de trabalho.
No Seminário Integrador tive a oportunidade de refletir e analisar meu ambiente de trabalho. Observar os espaços, recursos, interar-me do sistema de trabalho, pensar em possibilidades de mudanças, sobre minha participação nas mesmas e no que poderia favorecer minha prática.
Fundamentos da Alfabetização marcou pela oportunidade de aprofundar o conhecimento do processo de aprendizagem do aluno. Destacando em especial os Métodos de alfabetização e Hipóteses da escrita, que contribuíram para meu crescimento profissional e pessoal. Quando se tem anos de prática entramos erroneamente, em uma rotina e esquecemos de observar e respeitar momentos muito importante para o crescimento de nossos alunos, tais como suas fases de desenvolvimento. Acabamos atropelando estágios que merecem maior tempo e dedicação, em prol de uma aprendizagem mais sólida e significativa.
Escolarização, espaço e Tempo na Perspectiva Histórica juntamente com Psicologia I, complementaram os estudos. Conhecer a história da infância, da educação, ter um tempo para refletir sobre minha infância me levou a analisar e refletir ainda mais sobre minha postura, minha paciência e respeito por meus alunos, assim como encontrar motivação para dar sequencia a este trabalho por mudanças.
A Escola da Ponte mostrou que é possível fazer diferente, basta haver interesse e dedicação.
A leitura do livro “ Freud e a Educação – O mestre do Impossível” foi uma surpresa e algo de novo em minha vida, pois jamais escolheria este livro para ler, não fazia parte de meu estilo de leituras.No entanto quanta coisa descobri ali.Mas principalmente que devemos ter mais coragem de explorar, buscar o novo, sair da rotina, mudar de hábitos.
Acredito ter sido este o maior aprendizado do semestre, a mudança de hábitos, a importância de parar e refletir sobre o que estamos fazendo. Olhar para trás, comparar com o presente e buscar mudanças pensando no futuro.
Ao responder as questões do Inventário, finalizando o semestre, pode ter esta certeza. Avaliei e refleti sobre meu passado e presente, prevendo meu futuro.Me vi como estudante, colega, profissional e pessoa humana.Observei meu crescimento e o que ainda podia melhorar, não para agradar aos outros, mas para mim como ser humano.Isto trouxe resultados maravilhosos.Mudar não é fácil, mas é possível e necessário muitas vezes.
Um exemplo disso foi aprender a dividir, confiar nas pessoas que nos rodeiam. Sempre tive muita dificuldade em dividir minhas tarefas. Ninguém sabia fazer melhor que eu. Pensamento que me trouxe muitas dificuldades e trabalho.Isto na verdade não é qualidade ou responsabilidade é falta de confiança e respeito pelo outro.Se não tivesse mudado esta postura, com certeza não estaria aqui em fase de conclusão do curso. Minhas colegas, professores e família foram muito importantes não só na pratica, realização de atividades, trocas e tarefas, mas nos momentos de conforto e carinho.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Reflexões Semestre I

I SEMESTRE INICIAVA AQUI UMA NOVA CAMINHADA
Novamente o curso me surpreende. Inicialmente fiquei indignada, pois dividir o tempo disponível entre o TCC (Trabalho de conclusão) e postagens no blog, julguei cansativo e desnecessário. No entanto enquanto fazia a leitura de meus trabalhos e reflexões, pude compreender sua importância para o resgate de uma linda, apesar de as vezes dolorosa e cansativa caminhada.
Uma caminhada com alguns tropeços, mas também com muitas vitórias, construções e aprendizagens.
A Interdisciplina do Seminário Integrador I marcou não só o inicio do curso, mas também uma nova fase em minha vida. Suas atividades possibilitaram momentos de reflexão profissional e pessoal, nos quais tirei um tempo para antes de buscar novos conhecimentos, me conhecer melhor, explorar meu espaço de vivencias, escola, família, minha história. Momentos que a correria do dia a dia muitas vezes nos tem roubado. Aprendi a me organizar dentro de meu tempo e espaço. Descobri em mim forças e habilidades que não julgava ter.
Forças para superar as dificuldades que chegaram junto com a interdisciplina de TICs. Quando iniciei o curso não tinha computador, somente uma vaga idéia de como ligá-lo. Enquanto lia os trabalhos que foram entregues, meus desabafos,minhas reflexões, lembrei-me da dificuldade que foi concluí-los, porém também me dei conta de quantas construções foram realizadas. Hoje o que no inicio do curso parecia impossível, aconteceu. As duas escolas nas quais trabalho tem laboratório de informática e uma vez por semana tenho a oportunidade de trabalhar com meus alunos. Agora com segurança e tranqüilidade. Sei que ainda tenho muito a descobrir dentro do mundo da tecnologia, mas a maior descoberta já foi feita, a de como fazer uso da mesma para oportunizar a meus alunos momentos de exploração, observação, desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas e principalmente reconhecer e identificar novas fontes de informações.
As construções não pararam por ai. Dentro de uma organização previamente estabelecida pela coordenação do curso e de uma forma bem significativa vieram o estudo e análise de idéias de teóricos que marcaram época falando e discutindo a educação e sua história dentro da sociedade.
Tive a oportunidade de conhecer a caminhada percorrida pela educação em busca de mudanças.Caminhada na qual hoje estou inserida, e refletir sobre minha participação na mesma, seja na escola participando das atividades, do PPP(Projeto Político Pedagógico) ou em meio a comunidade no geral.
Todos os semestres foram importantes. Cada interdisciplina trouxe dados significativos para as construções realizadas, porém não posso deixar de destacar o quanto este primeiro semestre contribuiu para que as mesmas fossem realizadas em cima de bases bem sólidas e organizadas.
Foi no primeiro semestre que conquistei a segurança pessoal necessária para dar continuidade aos trabalhos. Descobri em mim a capacidade de superar as dificuldades, de enfrentar e vencer os desafios impostos.Tive a oportunidade de refletir sobre minha prática, meus conceitos, minha postura como cidadã e como profissional. Compreendi que para ser uma profissional completa não é suficiente desenvolver um bom trabalho em sala de aula, conhecer os conteúdos ou falar sobre educação. É necessário estar aberto a mudanças, participar do processo de construção das mesmas, romper barreiras, começando em nossas vidas, em nossa escola, no meio social.
Novamente o curso me surpreende. Inicialmente fiquei indignada, pois dividir o tempo disponível entre o TCC (Trabalho de conclusão) e postagens no blog, julguei cansativo e desnecessário. No entanto enquanto fazia a leitura de meus trabalhos e reflexões, pude compreender sua importância para o resgate de uma linda, apesar de as vezes dolorosa e cansativa caminhada.
Uma caminhada com alguns tropeços, mas também com muitas vitórias, construções e aprendizagens.
A Interdisciplina do Seminário Integrador I marcou não só o inicio do curso, mas também uma nova fase em minha vida. Suas atividades possibilitaram momentos de reflexão profissional e pessoal, nos quais tirei um tempo para antes de buscar novos conhecimentos, me conhecer melhor, explorar meu espaço de vivencias, escola, família, minha história. Momentos que a correria do dia a dia muitas vezes nos tem roubado. Aprendi a me organizar dentro de meu tempo e espaço. Descobri em mim forças e habilidades que não julgava ter.
Forças para superar as dificuldades que chegaram junto com a interdisciplina de TICs. Quando iniciei o curso não tinha computador, somente uma vaga idéia de como ligá-lo. Enquanto lia os trabalhos que foram entregues, meus desabafos,minhas reflexões, lembrei-me da dificuldade que foi concluí-los, porém também me dei conta de quantas construções foram realizadas. Hoje o que no inicio do curso parecia impossível, aconteceu. As duas escolas nas quais trabalho tem laboratório de informática e uma vez por semana tenho a oportunidade de trabalhar com meus alunos. Agora com segurança e tranqüilidade. Sei que ainda tenho muito a descobrir dentro do mundo da tecnologia, mas a maior descoberta já foi feita, a de como fazer uso da mesma para oportunizar a meus alunos momentos de exploração, observação, desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas e principalmente reconhecer e identificar novas fontes de informações.
As construções não pararam por ai. Dentro de uma organização previamente estabelecida pela coordenação do curso e de uma forma bem significativa vieram o estudo e análise de idéias de teóricos que marcaram época falando e discutindo a educação e sua história dentro da sociedade.
Tive a oportunidade de conhecer a caminhada percorrida pela educação em busca de mudanças.Caminhada na qual hoje estou inserida, e refletir sobre minha participação na mesma, seja na escola participando das atividades, do PPP(Projeto Político Pedagógico) ou em meio a comunidade no geral.
Todos os semestres foram importantes. Cada interdisciplina trouxe dados significativos para as construções realizadas, porém não posso deixar de destacar o quanto este primeiro semestre contribuiu para que as mesmas fossem realizadas em cima de bases bem sólidas e organizadas.
Foi no primeiro semestre que conquistei a segurança pessoal necessária para dar continuidade aos trabalhos. Descobri em mim a capacidade de superar as dificuldades, de enfrentar e vencer os desafios impostos.Tive a oportunidade de refletir sobre minha prática, meus conceitos, minha postura como cidadã e como profissional. Compreendi que para ser uma profissional completa não é suficiente desenvolver um bom trabalho em sala de aula, conhecer os conteúdos ou falar sobre educação. É necessário estar aberto a mudanças, participar do processo de construção das mesmas, romper barreiras, começando em nossas vidas, em nossa escola, no meio social.
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